Lixo eletrônico reaproveitar, vender ou doar?

Posted by Rubens Leme | Notícias | segunda-feira 12 maio 2008 3:45 pm

O Centro de Computação Eletrônica (CCE) da Universidade de São Paulo está desenvolvendo um Plano para a Cadeia de Transformação de Resíduos de Informática, em conjunto com participantes do Laboratório de Sustentabilidade (S-Lab) da Sloan School, do Massachucetts Institute of Technology (MIT), localizado nos Estados Unidos. O objetivo é reaproveitar e reciclar materiais de informática como hard disks, processadores, drives e placas, entre outros, o chamado lixo eletrônico.

Projetos como o da USP são minoria no Brasil e no mundo, mostrando que pouco sabemos sobre o que fazer com o lixo eletrônico que produzimos. Em algumas empresas o sistema de reaproveitamento já é utilizado. Em outras os equipamentos são revendidos ou doados.

Na sexta-feira (18/04), o CCE recebeu a visita de pesquisadores do MIT para analisar o sistema de reaproveitamento realizado na unidade e estabelecer diretrizes para implantação do novo plano. “Em nosso laboratório de manutenção existe uma política de reaproveitamento já estabelecida. Um monitor de vídeo, por exemplo, pode nos fornecer uma peça para a reforma de outro”, exemplifica Irã Margarido, chefe da seção técnica de atendimento ao usuário do CCE.

Atualmente, a universidade ainda não tem uma política bem definida de destinação do lixo eletrônico. De acordo com Margarido, quando os aparelhos não ficam “encostados”, são reformados e doados a ONGs ou outras entidades. Além disso, a USP tem um sistema interno em que as unidades da universidade podem manifestar interesse em equipamentos que não estejam em uso em outros departamentos. Ainda assim, é possível encontrar casos de placas e outros componentes que são depositados no lixo comum.

A idéia de se estabelecer esse plano surgiu no ano passado, quando a diretora do CCE, a professora Tereza Cristina Carvalho, implantou a Comissão de Sustentabilidade do Centro de Computação Eletrônica. Como etapa inicial, a Comissão está levantando o volume de lixo eletrônico produzido pelo CCE e especificando alternativas para a sua reciclagem. “No futuro, a idéia é repetir este processo para todas as unidades da USP”, conta Irã.

O CCE é o responsável pelo atendimento em informática a todas as unidades do campus Butantã e da Capital. Nas unidades do interior, existem centros locais que também deverão ser envolvidos no projeto. Segundo o Anuário Estatístico da USP do ano de 2007, a universidade conta com um parque de informática, incluindo 37.420 microcomputadores.

Muitas pessoas conhecem a rua Sta. Efigênia no centro de São Paulo, (eliminar esse centro)) onde pode se comprar as últimas novidades em tecnologia a preços bem acessíveis. Mas, poucas pessoas sabem que ao lado na rua dos Andradas, fica o maior e mais movimentado comércio de lixo eletrônico de São Paulo com inúmeras lojas que compram e vendem equipamentos já não mais aproveitados pelas empresas. Vale a pena conhecer.

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6 Comentários »

  1. Comentário by Jackson F. Lima — 29/09/2008 @ 8:17 pm
    nunca ví tanto descaso das autoridades em relação ao lixo eletrônico. não existe nem uma política pública que atraves de um orgão. pudesse implementar o reaproveitamento de grande parte de componentes eletrônicos que são descartados como lixo. fiquei sabendo pelo pessoal na rua Santa Efigenia. que enquanto um estudante Chinês de eletrônica execulta 06 circüitos didáticos. com o mesmo valor, um estudante de eletrônica Brasileiro só execulta apenas um circüito didático. tudo isso pelo alto custo dos componentes eletrônicos no Brasil. podendo ter um orgão capitador desses equipamentos para através de técnicas apropriada, podessem retirar os componentes eletrônicos para reaproveitamento para os alunos de escolas profissionalizantes livre e técnicas. se pelo menos, fossem divulgados na internet as melhores técnicas de retirada de componentes eletrônicos das placas. principalmente o circüito integrado que a grande maioria vem soldado. muitos circüitos intergrado de uso geral seriam reaproveitado. é preciso ter uma política de divulgação para a população direcionarem suas doações de lixo eletrõnicos, principalmente aos alunos de escolas profissionalizantes. cadê os políticos que não tomam providência. com esses implemtentos. poderia cair os custos de circüitos didáticos aos alunos de eletrÔnica.
  2. Comentário by gustavo — 06/02/2009 @ 12:34 pm
    adorei a materia ….é a mais pura verdade mas todos nos sabemos que mesmo reciclando sempre fica azlgo pra tras e eu como sempre gosto de alertar o pessoal a respeito do lixo seja comum ou digital. Tem uma empresa no Rio Grande do Sul na cidade de são leopoldo ( regiao metropolitana de porto alegre) que recicla todo o tipo de sucata digital o mome da empresa é SARCO e o e-mail é: sarco-reciclagemdigital@hotmail.com e o site pelo que vi esta em construção ainda mas eles atendem toda a região do rs.. eles aceitam doaçoes e tambem compram :
    Centrais telefônicas,
    Celulares,
    Placas automotivas
    aparelhos eletrônicos em geral
    Lâmpadas fluorescentes variadas,
    Pilhas e baterias em geral
    Computadores:
    Cpu´s:
    CIs
    Monitores crt:
    tubos de monitores e televisores etc…
    Impressoras:
    Placa mãe (Motherbooads)
    Processadores:
    Hd´s: (hardisk)
    Fios
    Cd´s
    Driver´s
    Teclados
    Hub´s
    Conectores
    Relês
    Transformadores:
    Ventoinhas (cooler)
    Fios
    Cabos
    Tv´s
    eletrônicos industriais,
    Aparelhos médicos eletrônicos
    Noobrek´s
  3. Comentário by cesar bentancurt — 14/04/2009 @ 7:20 pm
    Sr/a.
    Por este medio entro em contato para saver quais seram os posivles compradores do lixo eletronico onde procurar os compradores e como desclasificar os componentes acomulados em todos os aquipamentos aletronicos quais som os materias mais procurados nao mercado .
    Porque tenho intençâo de abrir uma empresa que desmantele este tipo de produtos e possa vender estos diferentes componentes para diferentes corporaçoes agradeseria muito qualquer noticia do interes em este tema sim mais os saudo desde sao bento do sul-sc ate cesar bentancurt
  4. Comentário by Lucila Diniz — 14/03/2010 @ 7:11 pm
    Quem dera que todas as capitais tivesse iniciativas como da universidade citada. Eu aqui tenho muitas sucatas de lixo eletrônico e não encontro onde jogar com segurança esse lixo. Estou também interessada em arrecadar este tipo de lixo e encaminhar, até ganhar um trocado, mas para onde devo mandar?
    Gostaria de indicação com quem me comunicar para destinar este tipo de lixo, Alguém que ler este comentário escreva e dê-me uma orientação. Até mais. Lucila – Macapá -ap
  5. Comentário by andre jose de souza franco — 26/06/2010 @ 5:12 pm
    tenho muito lixo eletronico e quero vender
  6. Comentário by Edison Martinelli — 30/06/2010 @ 3:20 pm
    Tenho interesse em informações sobre sucata de eletronicos, compra, venda, pois tenho uma certa quantidade de tubo dse imagens, cobre e restos de circuitose placas de computadores e tvs.
    Agradeço a informação por email.
    Martinelli

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