RAID da maior confiabilidade ao seu HD e menos dor de cabeça.

De repente, sem qualquer sinal de aviso, o disco rígido do seu computador começa a apresentar problemas e trava. Você tem motivos para ficar preocupado, pois há a possibilidade de não dar para se recuperar o que você necessita.

Para se evitar problemas como estes em empresas, já é adotada há bastante tempo, uma técnica de espelhamento de dados conhecida como RAID (Redundant Array of Inexpensive Disk) que em português significa “Conjunto Redundante de Discos de Baixo Custo”. Devido ao barateamento dos HDs (Discos Rigidos) muitos usuários domésticos e de pequenas empresas já estão adotando esta técnica em seus computadores.

Esta tecnologia consiste em duplicar todos os dados ou somente alguns deles, como serão explicados mais à frente, para garantir a confiabilidade das informações em caso de pane.

Existem varias técnicas de RAID identificadas por níveis. Os mais comuns são 0, 1, 3, 4, 5. Estas técnicas são implementadas de acordo com a necessidade de cada usuário ou empresa para garantir o melhor e mais rápido retorno à normalidade em caso de pane.

Antes de continuarmos falando de RAID e explicar os conceitos sobre a implementação desta tecnologia vejamos o funcionamento interno de um HD.

O HD por dentro:

Saber o funcionamento de um disco rígido ajuda na escolha da implementação do melhor modelo de RAID para seu problema.

Os discos rígidos são formados por três partes principais: os discos magnéticos, uma cabeça de leitura e um braço que une todas as cabeças. Sendo assim ao contrario do que se imagina o disco rígido é composto de vários discos e não somente de um.

Tipos de RAID:

Existem muitos tipos de sistemas de arquivo (FAT32, EXT2, NTFS, apenas para citar alguns), podemos contar com diversos tipos de RAID como foi dito anteriormente e a partir de agora vou detalhá-los um pouco mais.

RAID

RAID 0: Muitos administradores atribuem erroneamente o termo RAID 0. Isto porque ele não oferece a redundância que foi mencionada anteriormente mas sim e apenas um seqüenciamento de discos. Veja o exemplo:

Se você tem um disco A e um disco B e o primeiro deles estiver cheio, um sistema RAID 0 poderá continuar a gravação no segundo disco de forma transparente para o usuário.

RAID 1: É um dos modelos mais usados na atualidade. Consiste no espelhamento dos dados de um disco rígido em um segundo HD. Desta forma pra cada BIT que é gravado no disco A, outro é automaticamente copiado para o disco B. Se uma perda de dados ocorrer, basta restaurar o disco-espelho e pronto: tudo volta a ser como antes.

RAID 3, 4 e 5: São modelos de RAID bem mais sofisticados e trabalham com os chamados bits de paridade. Sempre que uma solicitação de E/S (Entrada ou Saida) é feita a um disco, ela é espalhada pelos demais HDs do conjunto. Cada disco conta com uma fórmula matemática para reconstrução dos dados dos demais, de forma que, em caso de pane, a recuperação possa ocorrer de forma transparente. A diferença entre as três versões é a maneira como estes bits são gravados no disco.

Escolha o melhor tipo de RAID e aguarde a próxima matéria onde explicarei como implementá-lo no Windows XP

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Comentários: 2 Comentários

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  • Fernando Dickinson
    maio 18th, 2008 at 5:56 pm

    E eu estava procurando informações sobre RAID essa semana! Estou preparando a configuração de um servidor pra empresa onde trabalho e pretendo fazer um RAID com 4 HD’s, para rodar um servidor Oracle.
    Mas na verdade eu passei aqui foi para te avisar que deixei um meme para você lá no Voadora na Jugular (agora .com.br!)
    O seu blog está muito bom, cara! Continue assim!
    Valeu!
  • Thiago Luiz Torquato
    maio 19th, 2008 at 11:27 am

    O RAID que veio na placa mãe de um servidorzinho aqui do trabalho me salvou hoje, mesmo não sendo o melhor. Tinha um disco danificado, mas bastou fazer um rebuild no array e foi embora…

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