Implementando RAID no Windows 2000, Windows XP ou Windows 2003.

Posted by Rubens Leme | Notícias | terça-feira 20 maio 2008 3:28 pm

A implementação do RAID no Windows seja ele Windows 2000, XP ou 2003 não é complicada mas, são necessários alguns cuidados. Se você está optando por uma técnica como esta, provavelmente possui dados importantes que devem ser protegidos. Então monte uma máquina de teste, use e abuse dela antes de implantar no servidor.

Uma coisa importantíssima na implementação de RAID nos sistemas acima citados é que estes devem ter seus discos convertidos para dinâmico, para que o RAID seja implementado.

Se você não sabe. Existem duas maneiras de se montar um sistema de arquivo no Windows: Usando discos convencionais ou os discos dinâmicos.

Disco convencional é aquele que já estamos habituados a usar, com divisões em partições que permitem que mais de um sistema operacional seja instalado no mesmo computador. Já um disco dinâmico não permite a divisão em partições, de forma que todos os dados são armazenados em compartimentos chamados volumes.

Um volume por sua vez, pode ter seu tamanho aumentando ou reduzido de acordo com a necessidade do administrador do sistema. E é exatamente este o disco dinâmico.

  1. Clique com o botão direito do mouse sobre o ícone do My Computer e selecione manage. A tela Computer Management aparecerá, possibilitando que você altere diversas configurações do sistema operacional.
  2. No painel do lado esquerdo expanda a opção Storange e clique em Disk Manangement. Todos os seus discos aparecerão do lado direito da tela.
  3. Clique sobre o disco rígido que será convertido para disco dinâmico e em seguida, clique com botão direito do mouse sobre o item Disk Management do lado esquerdo da tela. Em seguida vá a ALL Tasks e selecione Upgrade to Dynamic Disk. Neste ponto, é importante lembrar que um disco dinâmico não pode ser convertido novamente para um disco convencional. Em outras palavras: este é um caminho sem volta.

Após finalizar o processo, será preciso reiniciar duas vezes o seu computador. Não deixe de fazer este procedimento, pois trata-se de um procedimento essencial para o bom funcionamento do RAID.

Deste ponto em diante o processo é bem simples. Após ter inserido todos os discos necessários (Dois no caso do RAID 1, e no mínimo três , no caso do RAID 5), inicie o computador e clique com o botão direito do mouse sobre a opção Disk Management. Selecione a opção ALL Tasks novamente e clique em Create Volume. O Create Volume Wizard (Assistente de criação de Volume) o guiará pelo restante do processo.

Este é o básico que você precisa saber sobre RAID, lembrando que os termos estão em Inglês porque a maioria dos servidores são configurados neste idioma.

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RAID da maior confiabilidade ao seu HD e menos dor de cabeça.

Posted by Rubens Leme | Notícias | sexta-feira 16 maio 2008 12:19 pm

De repente, sem qualquer sinal de aviso, o disco rígido do seu computador começa a apresentar problemas e trava. Você tem motivos para ficar preocupado, pois há a possibilidade de não dar para se recuperar o que você necessita.

Para se evitar problemas como estes em empresas, já é adotada há bastante tempo, uma técnica de espelhamento de dados conhecida como RAID (Redundant Array of Inexpensive Disk) que em português significa “Conjunto Redundante de Discos de Baixo Custo”. Devido ao barateamento dos HDs (Discos Rigidos) muitos usuários domésticos e de pequenas empresas já estão adotando esta técnica em seus computadores.

Esta tecnologia consiste em duplicar todos os dados ou somente alguns deles, como serão explicados mais à frente, para garantir a confiabilidade das informações em caso de pane.

Existem varias técnicas de RAID identificadas por níveis. Os mais comuns são 0, 1, 3, 4, 5. Estas técnicas são implementadas de acordo com a necessidade de cada usuário ou empresa para garantir o melhor e mais rápido retorno à normalidade em caso de pane.

Antes de continuarmos falando de RAID e explicar os conceitos sobre a implementação desta tecnologia vejamos o funcionamento interno de um HD.

O HD por dentro:

Saber o funcionamento de um disco rígido ajuda na escolha da implementação do melhor modelo de RAID para seu problema.

Os discos rígidos são formados por três partes principais: os discos magnéticos, uma cabeça de leitura e um braço que une todas as cabeças. Sendo assim ao contrario do que se imagina o disco rígido é composto de vários discos e não somente de um.

Tipos de RAID:

Existem muitos tipos de sistemas de arquivo (FAT32, EXT2, NTFS, apenas para citar alguns), podemos contar com diversos tipos de RAID como foi dito anteriormente e a partir de agora vou detalhá-los um pouco mais.

RAID

RAID 0: Muitos administradores atribuem erroneamente o termo RAID 0. Isto porque ele não oferece a redundância que foi mencionada anteriormente mas sim e apenas um seqüenciamento de discos. Veja o exemplo:

Se você tem um disco A e um disco B e o primeiro deles estiver cheio, um sistema RAID 0 poderá continuar a gravação no segundo disco de forma transparente para o usuário.

RAID 1: É um dos modelos mais usados na atualidade. Consiste no espelhamento dos dados de um disco rígido em um segundo HD. Desta forma pra cada BIT que é gravado no disco A, outro é automaticamente copiado para o disco B. Se uma perda de dados ocorrer, basta restaurar o disco-espelho e pronto: tudo volta a ser como antes.

RAID 3, 4 e 5: São modelos de RAID bem mais sofisticados e trabalham com os chamados bits de paridade. Sempre que uma solicitação de E/S (Entrada ou Saida) é feita a um disco, ela é espalhada pelos demais HDs do conjunto. Cada disco conta com uma fórmula matemática para reconstrução dos dados dos demais, de forma que, em caso de pane, a recuperação possa ocorrer de forma transparente. A diferença entre as três versões é a maneira como estes bits são gravados no disco.

Escolha o melhor tipo de RAID e aguarde a próxima matéria onde explicarei como implementá-lo no Windows XP

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